segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
A lenta e penosa morte das Palmeiras- Parte II
Em Junho deste ano escrevi neste blog acerca daquilo a que chamei "guerra perdida", tantas eram as palmeiras infectadas e a definharem lentamente. Para além destes dois parágrafos que de seguida transcrevo, e que se mantêm bem actuais:
"É com pena que assisto ao desaparecimento de um dos mais bonitos conjuntos de palmeiras da Região Autónoma da Madeira e que muito embelezavam a frente-mar da cidade de Santa Cruz. Quem não se recorda das decorações de Natal, com as gambiarras nos troncos das palmeiras.
Não será preferivel reconhecer que a guerra contra o escaravelho está perdida e abater (quando digo abater é totalmente e não apenas cortas as ramagens secas) as muitas que estão infectadas, tentando prolongar a vida das que ainda apresentam um aspecto saudável e dessa forma melhorar o aspecto visual da zona do jardim da Alameda, onde são visiveis as muitas palmeiras a definharem."
Se aquelas, que em Junho definhavam e morriam e outras, que ainda mantinham um bom aspecto, mas que por falta de cuidados, corriam o risco, também elas de terem o mesmo fim, eis que 6 meses depois, cortadas as mortas, outras tiveram a mesma sentença e o cenário em vésperas de Natal, naquele que era um dos mais bonitos postais de Natal de Santa Cruz, as palmeiras da Alameda com os troncos enfeitados com gambiarras, encontra-se assim...
Pelo andar das coisas, nao me surpreenderia se no Verão 2015 não houver palmeiras na Alameda de Santa Cruz...
E já agora, em jeito de alerta, salvaguardem o conjunto de palmeiras em frente ao hotel Vila Galé, que ainda se mostram frondosas, como se pode atestar pela fotografia
segunda-feira, 2 de junho de 2014
A lenta e penosa morte das Palmeiras
Ao longo dos últimos meses tenho assistido ao agravamento do problema existente nas palmeiras localizadas em torno do Café Alameda e do parque infantil na Cidade de Santa Cruz.
Quando o problema do escaravelho começou em Santa Cruz, ele já estava espalhado pela região, iniciou-se tratamentos de vária ordem procurando salvar as palmeiras, mas esta guerra contra este escavelho está a revelar-se uma guerra perdida. A facilidade com que o mesmo se reproduz, uma fêmea pode pôr entre 300 a 400 ovos, as larvas permanecem dentro das palmeiras, alimentando-se dela, enquanto os adultos se reproduzem, colonizando outras palmeiras, podendo viajar entre 5 a 10 km, está a tornar quase impossivel o combate.
Está a ser muito dificil encontrar uma fórmula que permita salvar as palmeiras deste ataque fatal dos escaravelhos, mas por aquilo que vejo, em Santa Cruz dá-se esta guerra por perdida, tantas são as palmeiras infectadas.
É com pena que assisto ao desaparecimento de um dos mais bonitos conjuntos de palmeiras da Região Autónoma da Madeira e que muito embelezavam a frente-mar da cidade de Santa Cruz. Quem não se recorda das decorações de Natal, com as gambiarras nos troncos das palmeiras.
Não será preferivel reconhecer que a guerra contra o escaravelho está perdida e abater (quando digo abater é totalmente e não apenas cortas as ramagens secas) as muitas que estão infectadas, tentando prolongar a vida das que ainda apresentam um aspecto saudável e dessa forma melhorar o aspecto visual da zona do jardim da Alameda, onde são visiveis as muitas palmeiras a definharem?
Deixo aqui o link para um trabalho interessante sobre esta questão do escaravelho que destrói as nossas palmeiras, produzido pela Comissão europeia
http://ec.europa.eu/food/plant/organisms/emergency/docs/111024_red_palm_weevil_pt.pdf
Quando o problema do escaravelho começou em Santa Cruz, ele já estava espalhado pela região, iniciou-se tratamentos de vária ordem procurando salvar as palmeiras, mas esta guerra contra este escavelho está a revelar-se uma guerra perdida. A facilidade com que o mesmo se reproduz, uma fêmea pode pôr entre 300 a 400 ovos, as larvas permanecem dentro das palmeiras, alimentando-se dela, enquanto os adultos se reproduzem, colonizando outras palmeiras, podendo viajar entre 5 a 10 km, está a tornar quase impossivel o combate.
Está a ser muito dificil encontrar uma fórmula que permita salvar as palmeiras deste ataque fatal dos escaravelhos, mas por aquilo que vejo, em Santa Cruz dá-se esta guerra por perdida, tantas são as palmeiras infectadas.
É com pena que assisto ao desaparecimento de um dos mais bonitos conjuntos de palmeiras da Região Autónoma da Madeira e que muito embelezavam a frente-mar da cidade de Santa Cruz. Quem não se recorda das decorações de Natal, com as gambiarras nos troncos das palmeiras.
Não será preferivel reconhecer que a guerra contra o escaravelho está perdida e abater (quando digo abater é totalmente e não apenas cortas as ramagens secas) as muitas que estão infectadas, tentando prolongar a vida das que ainda apresentam um aspecto saudável e dessa forma melhorar o aspecto visual da zona do jardim da Alameda, onde são visiveis as muitas palmeiras a definharem?
Deixo aqui o link para um trabalho interessante sobre esta questão do escaravelho que destrói as nossas palmeiras, produzido pela Comissão europeia
http://ec.europa.eu/food/plant/organisms/emergency/docs/111024_red_palm_weevil_pt.pdf
quarta-feira, 26 de março de 2014
Óscar Nunes (Neco)
Hoje, dia 26 de Março de 2014, despedimo-nos de um Amigo, de um Lutador, de um Guerreiro, com um Sentido "Até sempre!" e certos que descansarás em Paz, Óscar.
O Blogue 9100-Santa Cruz, nesta hora triste e dificil, associa-se ao acto e expressa as mais sentidas condolências à familia do Óscar Nunes (Neco).
O Blogue 9100-Santa Cruz, nesta hora triste e dificil, associa-se ao acto e expressa as mais sentidas condolências à familia do Óscar Nunes (Neco).
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Irmã Maria de São Francisco Wilson
Domingo, dia 2 de Fevereiro, Santa Cruz, ficará enriquecido com a inauguração, no jardim municipal, já agora os meus parabéns a todos os que estiveram envolvidos na escolha, feliz, do local, ou seja, entre a Santa Casa da Misericórdia de Santa Cruz e a Igreja Matriz de Santa Cruz, do grupo escultórico "Boa Mãe", em homenagem à fundadora da Congregação da Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias, Irmã Maria de São Francisco Wilson.
A Irmã desembarcou na Madeira em 26 de Maio de 1881, como enfermeira de uma doente inglesa. Em 15 de Janeiro de 1884, curiosa data, juntamente com a sua primeira colaboradora, Amélia Amaro de Sá, fundou a Congregação da Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias,tomando o nome de Irmã Maria de São Francisco Wilson.
A Congregação floresceu no hospital da Santa Casa da Misericordia de Santa Cruz, hospital este que foi pela Irmã restaurado e assitido, para além de se ter fundado a farmácia do hospital.
A partir deste expandiu-se para diversos pontos da Madeira, tendo aberto escolas, promovendo a alfabetização e a cultura para além de ter evangilizado e socorrido os pobres.
Ao longo da sua vida na Madeira, a Irmã Wilson passou por moments menos positivos, tendo inclusivamente sido expulsa da Madeira e de Portugal. Demonstrativo da sua perseverança conseguiu voltar à Madeira e reerguer a congregação por si criada. Faleceu em 1916, ano em que lançava as bases para um pré- seminário.
Mulher lutadora e prestativa, que com caridade a todos servia, sem olhar a quem, mereceu, justamente o apelido de "Boa Mãe".
Santa Cruz engrandece a sua vida e obra com este "grupo escultórico", localizado numa zona onde sempre desempenhou as sua tarefas e junto à residência, onde ainda hoje vivem algumas das irmãs da Congregação.
Meus amigos, não se homenageia um pescador, colocando a sua escultura na serra e escondida no meio das árvores. Aquando de uma homenagem a localização, seja de um grupo escultórico, seja de uma estátua, seja de um busto, deve ficar sempre num local visivel, de fácil acesso e junto ao local, se possivel, onde esse homenageado levou a cabo a sua missão de vida.
Por forma a atestar a feliz escolha do local e a beleza do "grupo escultórico" em questão, deixo uma série de fotografias tiradas, ontem, quinta-feira e hoje, sexta-feira, dias 30 e 31 de Janeiro. A Irmã Maria de São Francisco Wilson merece a homenagem e o destaque e Santa Cruz fica mais rico no seu património.
A Irmã desembarcou na Madeira em 26 de Maio de 1881, como enfermeira de uma doente inglesa. Em 15 de Janeiro de 1884, curiosa data, juntamente com a sua primeira colaboradora, Amélia Amaro de Sá, fundou a Congregação da Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias,tomando o nome de Irmã Maria de São Francisco Wilson.
A Congregação floresceu no hospital da Santa Casa da Misericordia de Santa Cruz, hospital este que foi pela Irmã restaurado e assitido, para além de se ter fundado a farmácia do hospital.
A partir deste expandiu-se para diversos pontos da Madeira, tendo aberto escolas, promovendo a alfabetização e a cultura para além de ter evangilizado e socorrido os pobres.
Ao longo da sua vida na Madeira, a Irmã Wilson passou por moments menos positivos, tendo inclusivamente sido expulsa da Madeira e de Portugal. Demonstrativo da sua perseverança conseguiu voltar à Madeira e reerguer a congregação por si criada. Faleceu em 1916, ano em que lançava as bases para um pré- seminário.
Mulher lutadora e prestativa, que com caridade a todos servia, sem olhar a quem, mereceu, justamente o apelido de "Boa Mãe".
Santa Cruz engrandece a sua vida e obra com este "grupo escultórico", localizado numa zona onde sempre desempenhou as sua tarefas e junto à residência, onde ainda hoje vivem algumas das irmãs da Congregação.
Meus amigos, não se homenageia um pescador, colocando a sua escultura na serra e escondida no meio das árvores. Aquando de uma homenagem a localização, seja de um grupo escultórico, seja de uma estátua, seja de um busto, deve ficar sempre num local visivel, de fácil acesso e junto ao local, se possivel, onde esse homenageado levou a cabo a sua missão de vida.
Por forma a atestar a feliz escolha do local e a beleza do "grupo escultórico" em questão, deixo uma série de fotografias tiradas, ontem, quinta-feira e hoje, sexta-feira, dias 30 e 31 de Janeiro. A Irmã Maria de São Francisco Wilson merece a homenagem e o destaque e Santa Cruz fica mais rico no seu património.
| Foto tirada no dia 30/01/14 por Duarte Vieira |
| Foto tirada no dia 30/01/14 por Duarte Vieira |
| Foto tirada no dia 30/01/14 por Duarte Vieira |
| Foto tirada no dia 30/01/14 por Duarte Vieira |
| Foto tirada no dia 30/01/14 por Duarte Vieira |
| Foto tirada no dia 31/01/14 por Duarte Vieira |
| Foto tirada no dia 30/01/14 por Duarte Vieira |
| Foto tirada no dia 30/01/14 por Duarte Vieira |
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Santa Cruz cobra taxa de lixo nas Desertas!
Segundo o dnoticias.pt, o Presidente da Câmara de Santa Cruz, Filipe Sousa, voltou a insistir com a peregrina ideia de cobrar IMI ao Aeroporto.
Na mesma ocasião, o nosso edil assumiu-se como um leigo em matéria de finanças. Ora, naturalmente que louva-se o facto de assumir ser um leigo nas finanças, pois o Sr. Presidente não tem a obrigação de ser um génio que tudo sabe. Apenas tem o dever de recolher a melhor informação para tomar as melhores opções.
É visível que no caso da ideia de cobrar IMI ao Aeroporto, o Sr. Presidente, ou está mal assessorado - o que é estranho depois de ter reivindicado vitória no IMI de todos os munícipes - ou então tem alguma forma de fazer cobrar o imposto a uma infra estrutura que pertence à Região.
Seria como que uma "galinha dos ovos de ouro" para as autarquias de todo o país.
Seria... Mas é de todo legalmente impossível, salvo melhor opinião.
Quase tão impossível como cobrar taxa de lixo aos residentes nas Desertas.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Marina de Santa Cruz
Afinal a quem pertence a marina de Santa Cruz? Quem é o "pai"?
Pelos vistos vamos ter de assistir a um processo de paternidade, com testes de ADN pelo meio....
Ponto assente e creio que consensual, a marina de Santa Cruz não é minha, não é tua, É NOSSA, É de TODOS NÓS!
Estou certo que, se ao invés de ter de perceber quem vai assumir os elevados custos, com clara e natural tendência, face aos estragos infringidos na última tempestade, a agravarem-se, se fosse para receber um prémio monetário, ou um generoso subsídio da União Europeia estavam todos engalfinhados a dizer "é nosso!"
Resolva-se de uma vez, façam lá o histórico daquela marina e percebam a quem pertence de facto e procurem resolver aquele problema, porque se não querem que o cais da marina desapareça, tratem, seja lá quem for, de minimizar os danos existentes.
Pelos vistos vamos ter de assistir a um processo de paternidade, com testes de ADN pelo meio....
Ponto assente e creio que consensual, a marina de Santa Cruz não é minha, não é tua, É NOSSA, É de TODOS NÓS!
Estou certo que, se ao invés de ter de perceber quem vai assumir os elevados custos, com clara e natural tendência, face aos estragos infringidos na última tempestade, a agravarem-se, se fosse para receber um prémio monetário, ou um generoso subsídio da União Europeia estavam todos engalfinhados a dizer "é nosso!"
Resolva-se de uma vez, façam lá o histórico daquela marina e percebam a quem pertence de facto e procurem resolver aquele problema, porque se não querem que o cais da marina desapareça, tratem, seja lá quem for, de minimizar os danos existentes.
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