sábado, 14 de dezembro de 2013

Festa de Natal da Santa Casa da Misericórdia de Santa Cruz

Estamos a chegar ao Natal, época festiva, da familia, de partilha, de alegria.

Ao longo destes dias, ocorrem diversas actividades, para festejar esta época. Neste Sábado decorreu, na escola básica e secundária de Santa Cruz o convivio de Natal da Santa Casa da Misericórdia de Santa Cruz, convivio este que já acontece à alguns anos e que tem tido uma excelente participação e reconhecimento por parte de todos os utentes e residentes, quer do centro de dia, quer do próprio lar, demonstrando-se assim, em actos, o excelente trabalho desenvolvido pela Santa Casa da Misericórdia de Santa Cruz.

Muitos foram os idosos que participaram neste convivio que foi animado por grupos musicais e por uma artista local.

Pela primeira vez, este convivio teve a transmissão, via internet, através do site naminhaterra.com, proporcionando assim uma inusitada e feliz oportunidade para que, todos aqueles que estão espalhados pelo mundo, reverem alguns dos seus familiares e amigos.

A época do Natal é também isto, alegria e proximidade.

Deixo, o endereço, através do qual poderam ver alguns dos momentos do almoço convivo deste Sábado.

http://www.naminhaterra.com/portal.php?pagina=eventos&act=2&id=1046&ecra=full&playlist_id=225&playlist_id_evento=1046&playlist_canal=naminhaterra&playlist_link=47633749-9cd7-4e84-a1d1-07a30716f4bb#


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Sem palavras!

Triste sina a nossa! Nos passados dias 28 e 29 de Novembro assistimos aos danos que o tempo trouxe à marina e frente mar de Santa Cruz, como aqui tive oportunidade de relatar num cenário que de si já era considerado de mau e problemático para algumas embarcações, pelos danos que os troncos podiam causar.

Durante uma semana, funcionários do municipio e donos das embarcações e outros fizeram um hérculeo trabalho de devolver a dignidade à marina de Santa Cruz. Agora que estava limpa, eis que o mar, numa demonstração de força nunca antes vista, decidiu rebentar com tudo nada deixando...

Deixo, por agora, algumas fotos minhas, da minha irmã, Sandra Vieira e do meu vizinho, Manuel Velosa Freitas... As fotos demonstram os acontecimentos da semana passada e os de hoje, tarde e noite. Neste momento não resta nada na marina de Santa Cruz. Lamentável!

De realçar que algumas embarcações já tinham sido retiradas em dias anteriores e entretanto nas últimas horas, 3 embarcações foram "devolvidas" pelo mar encontrando-se as mesmas no calhau de São Fernando.

Deixo aqui a minha solidariedade a todos os proprietários das embarcações que afundaram e às que se perderam....

                                        Actualização do artigo ( Dia 11/12/13)

Já durante o dia de hoje tive oportunidade de visitar os locais afectados e é de facto de ficar sem palavras. Os estragos inflingidos são de elevada monta e quer no porto de abrigo de São Pedro quer no porto de recreio, são bem visiveis os danos nas estruturas.

Tudo terá de ser repensado, o que fazer, como fazer, os meios para atingir esses fins,sendo certo que ainda falta o Inverno. Na minha modesta opinião, nesta fase o que terá de ser feito passará muito por limpezas e pelo minimizar danos, o resto deixe-se lá mais para a Primavera.
                                       
Fotos dos dias 29 e 30 de Novembro e 5 de Dezembro
Duarte Vieira
                             
Duarte Vieira
                             
Duarte Vieira
Duarte Vieira
  Fotos do dia 10 e 11 de Dezembro
Manuel Velosa Freitas
Manuel Velosa Freitas
                        
Sandra Vieira
                           
Sandra Vieira



 
Sandra Vieira 
Duarte Vieira
 Duarte Vieira
Duarte Vieira
 Duarte Vieira
Duarte Vieira

Duarte Vieira
 Duarte Vieira
Duarte Vieira
 Duarte Vieira
Duarte Vieira
Duarte Vieira
Duarte Vieira
Duarte Vieira













quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Mais uma prova

Faz hoje uma semana que o concelho de Santa Cruz foi novamente posto à prova, onde esteve sujeito às agruras do tempo.        

A freguesia de Santo António da Serra foi a mais fustigada, tendo sido afectadas casas, empresas e vias públicas. Devido à conhecida e dura realidade orográfica da Madeira, as ribeiras carregaram todas estas águas chegando à foz em Santa Cruz, arrastando tudo aquilo que foi encontrando pelo caminho, pedras, troncos, paus, lixo e outros mais, despejando este material todo no mar. Santa Cruz acordou na sexta-feira para uma dura realidade, muito trabalho por fazer em termos de limpeza.

Pouco mais de um mês depois da tomada de posse, o novo elenco autárquico viu-se confrontado com um difícil teste, e muito honestamente, geriu o mesmo com nota elevada. Priorizou as necessidades, soube ouvir, coordenou os poucos meios ao dispôr e uma semana depois está muita coisa já feita. Como o tinha dito anteriormente, nestes momentos há que não cair em algumas tentações e deixar-se levar por um caminho que seria mais fácil, à primeira vista, mas que sairia mais caro. Excelente e de realce a decisão de permitir à população que levasse a lenha que quisesse.

Ainda falta muito trabalho de limpeza mas o pior já passou, pelo menos na frente mar e marina de Santa Cruz.

O meu público reconhecimento e um Muito Obrigado, enquanto munícipe, a todos os funcionários da autarquia, e a todos os outros, que de uma forma ou outra disponibilizaram-se e colaboraram nas limpezas.

Que os trabalhos de recuperação das casas, empresas e estradas na freguesia de Santo António da Serra sejam realizados e concluidos o mais rápido possível e que não se enredem em "burocracias" político partidárias.

Uma nota a finalizar, foram entregues, e espero que prontas a entrar em funcionamento, 8 viaturas para recolha do lixo. O meu reconhecimento ao anterior elenco camarário, que iniciou todo o procedimento administrativo, que tem os seus contornos e prazos e que teve agora o seu epilogo com a entrega das referidas viaturas. Agora que elas aí estão, que vão para as estradas, regularizar o mais rápidamente possivel todo o processo de recolha de lixos, que em algumas zonas é caótico. Se o anterior executivo teve o discernimento de iniciar o processo (nem tudo foi mau), estando o mesmo agora concluido, que se retorne à normalidade o mais rápido possivel.

Santa Cruz e os seus demonstra que, unindo esforços ultrapassa as provas que se apresentam, mesmo aquelas de elevada dificuldade.

Deixo algumas fotos que fui tirando ao longo da semana
























domingo, 1 de dezembro de 2013

De teste em teste

Na passada noite de 28 para 29 de Novembro, a freguesia de Santo António da Serra foi fustigada por uma fortissima carga de água, num curto espaço de tempo, originando prejuizos de alguma monta. Por conta de uma orografia, tipica da Madeira, toda a água que foi recebida pelas ribeiras de Santa Cruz e da Boaventura, desaguou com grande violência no mar, na freguesia de Santa Cruz, levando a que durante algumas horas a incerteza tomasse conta dos moradores da baixa santacruzense, uma vez que na memória recente, estão as inundações do 20 de Fevereiro de 2010.

Felizmente, e na sequência dos acontecimentos desse mesmo 20 de Fevereiro, foram realizadas obras, por parte do governo regional nas ribeiras de Santa Cruz por forma a evitar ou minimizar problemas. Tendo estado presente na passada quinta-feira à noite junto dessas mesmas ribeiras, pude assistir à eficácia das obras realizadas e mais satisfeito fiquei quando vi as muitas toneladas de inertes que se encontravam depositadas na foz da ribeira de Santa Cruz e Boaventura, ou seja as ribeiras aguentaram. E vendo tudo o que estava na foz da ribeira de Santa Cruz, não deixei de pensar, como foi possivel tudo aquilo passar nalgumas curvas dessa mesma ribeira sem causar elevadissimos prejuizos, e quem conhece a ribeira de Santa Cruz não pode deixar de ficar surpreendido.

Lamentávelmente as águas que vieram pela ribeira trouxeram um inusitado e surpreendente número de troncos, paus e, há que realçar, muito lixo, que fique o alerta, continua-se a deitar lixo, muito lixo nas ribeiras. Tem de existir, tem de se exigir, mais cultura civica em algumas pessoas.

Será importante, agora, apoiados na experiência que situações passadas trouxeram, numa 1ª fase, tratar de consertar os estragos, ajudar as famílias, a limpeza da marina, minimizando-se eventuais estragos nas embarcações que ali se encontram e depois numa 2ª fase tratar da limpeza das praias, não só as da freguesia de Santa Cruz, mas também as de Gaula e Caniço, que entretanto já foram afectadas pelas muitas toneladas de destroços e garantir a abertura da foz da ribeira de Santa Cruz, no suficiente para a saida das águas da ribeira. Que não se caía na tentação de meter máquinas e camiões na foz da ribeira e retirar o que lá ficou. Quem conhece o mar de Santa Cruz, sabe que ele vai tratar do assunto, bastando pontuais intervenções. Não só a ribeira procura o seu caminho, como também o mar mantém a sua orla. Tentar domar o mar é luta inglória. Ainda para mais quando ainda nos falta o Inverno. Já bastaram erros recentes e bastante caros.

Ao longo dos últimos anos, Santa Cruz, tem passado por vários testes, tristes e dolorosos, mas com maior ou menor dificuldade o povo santacruzense tem sabido superar-se e ultrapassar essas mesmas dificuldades.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Contradições inatingíveis

Uma série de democratas socialistas esteve esta noite na Aula Magna a acusar o actual governo liderado por Passos Coelho de tudo fazer ao contrário. 

Até o digníssimo, alma da nossa pátria, Mário Soares, deixou claro que o Governo é o principal culpado da “onda de violência que vai rebentar no país”, incitando, no meu dicionário, à violência. 

Esqueceram-se, na Aula Magna, de que há três anos, o Governo era socialista, que Sócrates demitiu-se, assinou o memorando com a Troika e deixou Portugal, após a tentativa de assinar o quarto (?!) Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), deixando Portugal à beira da falência técnica. 

Ou nada disto aconteceu? E os tipos do PSD são os leviatãs que destruíram, sozinhos, a nossa pátria?

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Auditoria- Conta Solidária

        Os dados começam a ser lançados no Município de Santa Cruz. O novo executivo, saido das eleições de 29 de Setembro, começa a ter contacto com a realidade, e dando seguimento ao prometido, entre outras medidas já instituidas e que com elas concordo plenamente, vai iniciar o processo tendente à realização da tão falada auditoria.

        Sendo pública a grave situação financeira do Munícipio de Santa Cruz, foi pelo executivo encontrada uma fórmula de pagamento dessa mesma auditoria, e como tal o Município vai abrir uma conta solidária para esse fim, permitindo e indo ao encontro da vontade expressa de alguns municipes e não só, e como tal fazendo com que estes possam colaborar nesse desiderato, uma vez que, como se sabe uma auditoria tem custos elevados.

        Mas há que deixar aqui algumas notas, sobre este assunto da auditoria e da conta solidária:
  
       - É importante que, na gestão das instituições se saiba em detalhe a saúde financeira das mesmas;
       - É ainda mais importante que, quando na gestão da coisa pública e perante novas equipas, neste caso autárquicas, tudo fique claro, de forma objectiva e em termos absolutos e inequivocos;
       - As auditorias, pela sua natureza e forma, são instrumentos importantes para o clarificar da saúde financeira e consequentemente da vida das instituições;
       - Que fique claro, nada tenho a opôr à realização de auditorias, e acho mesmo que estas devem ser encaradas como algo de normal e natural;
       - O que me "preocupa" nesta tão falada auditoria à Câmara de Santa Cruz é, se depois de tudo o que foi falado e escrito, depois de todas as questões e dúvidas suscitadas, saber se a maioria das pessoas estará preparada para um resultado dessa auditoria,em que nada de relevante ou grave seja atingido ou apontado?
       - Quem depositar dinheiro nessa conta, fá-lo-á a que titulo e com que objectivo? Não haverá, ao depositarem verbas, uma quase que obrigatoriedade ou exigência em encontrar culpados e como tal "levar" 2 ou 3 para a praça pública como "troféus de caça"?
      - Aceitarão os depositantes que ninguém seja responsabilizado, se dos factos nada o determinar? E se essa fôr a conclusão, que postura adoptarão esses depositantes?

      Que a auditoria se faça, que tudo se apure e que o executivo do Município de Santa Cruz, escorado na assembleia municipal e em parceria com as juntas de freguesia possa desenvolver o seu projecto.

     Ah, e já agora que, quem andou a mostrar disponibilidade para ajudar no pagamento da auditoria, quem andou a mandar "bocas" ao anterior executivo, sobre os mamões e os ladrões e mais que tal, não se esqueçam de depositar dinheiro na conta. A mesma não cresce com palmadinhas nas costas, "bocas" de rua, ou mesmo "likes" no facebook.

   Que tudo se esclareça  e que este capitulo se encerre de forma normal e natural, a bem do Município de Santa Cruz.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Bem diz o povo:

São todos iguais!!!
Presidente da Câmara de Santa Cruz marca a diferença em relação ao antecessor...

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O caso do Jornal da Madeira

Está na moda ser contra o Jornal da Madeira. "Os tipos não prestam, aquilo é uma vergonha, quatro milhões por ano que o Governo Regional gasta ali, que aquela gente não trabalha", etc etc etc. São tudo frases que os madeirenses, de uma ou outra orientação política se habituaram a afirmar/ouvir.

Devo admitir que salvo algumas excepções, tenho mais ou menos a mesma opinião, até porque acabei por ser despedido neste guerra entre o DN e o Governo Regional que só dói a quem ganha o seu pão e não aos grupos económicos. Porém, não resumo o meu despedimento a essa guerra – muito há por explicar (mas esses são contos de outros rosários).

Outro assunto que também faz parte obrigatória das conversas de café é a recusa de alguns presidentes de Câmara em receber o JM, agindo, como se vê, da mesma forma que Jardim em relação ao DIÁRIO nas instituições governamentais. Porém, uma postura é criticada, a outra aplaudida. Um governante é criticado os outros aplaudidos. Não vejo coerência.

O que seria pertinente, necessário e urgente fazer seria uma mudança de paradigma no Jornal da Madeira que, na lógica em que se encontra envolvido, só oferece, de forma gratuita (uma palavra ali bem conhecida) mérito ao DN.

Só que a opinião pública regional está viciada. É contra o financiamento do JM mas permite a existência de canais como a RTP e rádios como a RDP que nas suas plataformas on-line fazem concorrência directa (publicidade) aos canais privados de televisão, jogando com outras armas e debaixo da bandeira do serviço público….

Quando os governantes regionais se consciencializarem do mercado da impressa regional, irão perceber que o JM irá ficar a ganhar quando mudar de paradigma. Os tempos são outros. Como? Fácil:
1- Reduz o espaço diário a certas opiniões e abre espaço para as opiniões da oposição.
2- Insistir, em todas as notícias, no direito ao contraditório, seja ele que notícia fôr.
3- Mudar a orientação editorial, noticiando a oposição.
4- Deixar de parte uma certa tendência exclusiva pelo partido que suporta o Governo e a Assembleia regional. Ainda que isso origine algumas dores.

Só desta forma é que o JM começará a ser visto pelos madeirenses como imprensa credível. Sobretudo porque só assim acredito que será possível tocar no âmago do DIÁRIO de Notícias, equilibrando o jogo de forças, invertendo a opinião pública, aumentando a qualidade, as receitas e diminuindo a independência editorial.

Caso contrário, o JM não será um projecto viável, credível, isento, como se pretende.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Perspectivas no jogo democrático!

Ao longo dos últimos dias, tenho assistido a um crescente interesse por este novo blog. Os textos têm começado a surgir, escorados na liberdade opinativa de cada um dos contribuidores.

Este blog quando foi pensado, maturado e criado, foi com um objectivo claro, o de ser um "espaço de crítica, debate, análise e apresentação de ideias e soluções, porque Santa Cruz é o nosso Concelho", como escreveu o colega Nuno Abreu no primeiro post.

É óbvio e natural, e até compreensivel, que o surgimento deste blog tenha uma identidade e uma postura que acabe sendo conotada com o PSD. Não o nego, nem tenho porque o fazer. Não sou, nem os meus colegas de blog, praticante do "enguiismo", nem sofremos de "espinha torta" e muito menos somos adeptos do carneirismo ou do "agradar para satisfazer". Aqui, qualquer um dos contribuidores é livre de escrever o que quiser, não há censura, não haverá um só discurso, embelezado com uma ou outra flôr, dependendo da plateia ou dos leitores....

A critica é livre, o debate é saudável e a apresentação de ideias é ainda melhor, sim porque de dizer mal, espezinhar e criticar estamos bem servidos na nossa praça.

Hoje, um amigo meu dizia-me que este blog deveria ter surgido à 2 ou 3 anos atrás e que o mesmo surgindo agora parecia ser de um grupo, que não se sente bem com a mudança que aconteceu no nosso concelho, e que está inclusivamente desconfortável com a situação. Percebo a ideia mas a mesma morre à nascença,ou seja, os que aqui agora escrevem sentem-se perfeitamente confortáveis com a mudança, isto porque somos todos democratas e reconhecemos a derrota como sendo algo de perfeitamente natural no jogo democrático. E se este espaço surge, é por uma razão simples, antes das eleições estas pessoas exponham as suas opiniões e ideias nos locais próprios no exercicio das suas funções autárquicas, quer fosse de forma directa ou indirecta. E reconhecemos que o direito à participação no dia a dia da nossa terra é algo de fundamental.

Como já escrevi no meu outro post (  http://www.novemilecem.blogspot.pt/2013/10/os-ciclos-hoje-22-de-outubro-terminou.html ) "Novos projectos, novas ideias começaram a ser aplicadas no Municipio de Santa Cruz e suas respectivas freguesias. Não contem comigo para uma oposição por oposição, da critica fácil, do bota abaixo sem piedade só porque o PSD é oposição. Num outro artigo publicado dizia que nestas coisas deve ser visto como "os melões, só depois de abertos é que se sabem se são bons ou não". Deixemos que as equipas começem os seus mandatos, que ponham em prática as suas propostas e ideias, e que sejamos capazes de fazer uma análise coerente e objectiva e não análises gratuitas e sem nexo, numa critica fácil. Não nos podemos esquecer que é do Municipio e dos seus municipes que estamos a falar e o que realmente nos interessa."

Vou aguardar serenamente o trabalho desenvolvido por este novo projecto autárquico, que agora começou no município de Santa Cruz. Não me vão ver atacar, de forma rasca, leviana ou mesmo gratuita, o Movimento Juntos pelo Povo, e isto por uma razão muito simples, entendo que há muito trabalho a fazer no meu partido, há que se reinventar, expiar os nossos problemas, fazer alguns perceberem que existem muitas "ervas daninhas" disfarçadas de "relva verdejante".

Arrumar a nossa casa deve ser a nossa tarefa prioritária. Depois sim, debater as questões fundamentais do município, e olhem que tenho algumas reservas e dúvidas quanto a algumas das propostas apresentadas pelo JPP. Mas, só com o tempo poderemos falar delas, não agora, à pressa, só porque sim.

A todos os nossos leitores, o meu Obrigado! Sintam-se à vontade para falarem comigo e com os meus colegas de blog. A nossa missão é e será sempre Santa Cruz e não pessoas ou projectos em concreto. Quem não o quiser perceber nunca conseguirá estar no jogo democrático.

Mais custos para o povo

O Tribunal Central Administrativo do Sul recusou a providência cautelar interposta pelo movimento Juntos pelo Povo que agora lidera a Câmara de Santa Cruz sobre o IMI. A decisão do JPP, obviamente eleitoralista, resultou na devolução de parte do IMI aos munícipes que ficaram encantados com aquele acto. Na altura, foi dito que a decisão do tribunal não era final, nem o é actualmente. 

Recorde-se que na origem da polémica está uma acta em que a oposição, que era maioria na autarquia (3 JPP e 1 PS), deixou passar a aprovação do PAEL que obrigava ao aumento das taxas sob a tutela da Câmara.

Porém, o problema não se fica por aqui, já que as famílias de Santa Cruz começaram a receber hoje a indicação de pagamento da segunda prestação do IMI, já com o aumento da avaliação geral que está a ser feita em todo o país na sequência do memorando da troika com o Governo Central. Mais um custo. Menos dinheiro no bolso.

Tudo isto foi bem explicado pelo PSD à população que caiu na esparrela do JPP de que o IMI não ia aumentar. Vi centenas de cartazes que diziam: Impedimos o aumento do IMI. Agora justifiquem-se. Em todo o caso, sugiro à população que, pelo menos no segundo caso, apresente recurso no serviço de finanças. Em muitos casos, o valor total a pagar relativo à avaliação geral tem descido.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Uma oposição encandeada

No domingo, li no DIÁRIO, um artigo de opinião de um jovem socialista que evidencia a fase actual de delírio colectivo da oposição da Região. Nesse artigo, o jovem "falava de uma doutrina obsoleta na Região com a alternância governativa ocorrida em sete dos onze concelhos da Região". 

Primeiro. 
Aceito, mas não entendo o estado de graça em que se encontra a oposição da Região. É mais do que óbvio, e este argumento já foi repetido vezes sem conta pelo povo madeirense, que esta foi uma derrota não por mérito pela oposição mas contra o fenómeno jardinista. Contra a liderança musculada da mesma pessoa nos últimos 37 anos, contra um estilo de liderança que já foi eficiente mas agora está ultrapassado.

Segundo.
Parece tão óbvio, que até se estranha, que a oposição ainda não tenha percebido que, concordando que as últimas autárquicas representem de facto o fim do regime jardinista, não representem o fim do PSD.

Terceiro.
A oposição ainda não percebeu que, apesar da evidente vitória que obteve a 29 de Setembro passado foi, efectivamente, derrotada nos últimos 37 anos, já que esta vitória deita por terra o argumento das chapeladas, de que os mortos votavam, de que o transporte de eleitores influenciava a contagem dos votos, etc etc.

Quarto.
Os argumentos da moda, de que agora existirá uma política de proximidade demonstram a falta de lucidez destes já que esquecem quem o conseguiu, a bem ou a mal, fazê-lo nas últimas décadas.

Quinto.
Talvez a oposição, agora poder em muito lado, deva realmente pensar se venceu as eleições, ou foi o PSD que as perdeu.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013