domingo, 1 de dezembro de 2013

De teste em teste

Na passada noite de 28 para 29 de Novembro, a freguesia de Santo António da Serra foi fustigada por uma fortissima carga de água, num curto espaço de tempo, originando prejuizos de alguma monta. Por conta de uma orografia, tipica da Madeira, toda a água que foi recebida pelas ribeiras de Santa Cruz e da Boaventura, desaguou com grande violência no mar, na freguesia de Santa Cruz, levando a que durante algumas horas a incerteza tomasse conta dos moradores da baixa santacruzense, uma vez que na memória recente, estão as inundações do 20 de Fevereiro de 2010.

Felizmente, e na sequência dos acontecimentos desse mesmo 20 de Fevereiro, foram realizadas obras, por parte do governo regional nas ribeiras de Santa Cruz por forma a evitar ou minimizar problemas. Tendo estado presente na passada quinta-feira à noite junto dessas mesmas ribeiras, pude assistir à eficácia das obras realizadas e mais satisfeito fiquei quando vi as muitas toneladas de inertes que se encontravam depositadas na foz da ribeira de Santa Cruz e Boaventura, ou seja as ribeiras aguentaram. E vendo tudo o que estava na foz da ribeira de Santa Cruz, não deixei de pensar, como foi possivel tudo aquilo passar nalgumas curvas dessa mesma ribeira sem causar elevadissimos prejuizos, e quem conhece a ribeira de Santa Cruz não pode deixar de ficar surpreendido.

Lamentávelmente as águas que vieram pela ribeira trouxeram um inusitado e surpreendente número de troncos, paus e, há que realçar, muito lixo, que fique o alerta, continua-se a deitar lixo, muito lixo nas ribeiras. Tem de existir, tem de se exigir, mais cultura civica em algumas pessoas.

Será importante, agora, apoiados na experiência que situações passadas trouxeram, numa 1ª fase, tratar de consertar os estragos, ajudar as famílias, a limpeza da marina, minimizando-se eventuais estragos nas embarcações que ali se encontram e depois numa 2ª fase tratar da limpeza das praias, não só as da freguesia de Santa Cruz, mas também as de Gaula e Caniço, que entretanto já foram afectadas pelas muitas toneladas de destroços e garantir a abertura da foz da ribeira de Santa Cruz, no suficiente para a saida das águas da ribeira. Que não se caía na tentação de meter máquinas e camiões na foz da ribeira e retirar o que lá ficou. Quem conhece o mar de Santa Cruz, sabe que ele vai tratar do assunto, bastando pontuais intervenções. Não só a ribeira procura o seu caminho, como também o mar mantém a sua orla. Tentar domar o mar é luta inglória. Ainda para mais quando ainda nos falta o Inverno. Já bastaram erros recentes e bastante caros.

Ao longo dos últimos anos, Santa Cruz, tem passado por vários testes, tristes e dolorosos, mas com maior ou menor dificuldade o povo santacruzense tem sabido superar-se e ultrapassar essas mesmas dificuldades.

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