No domingo, li no DIÁRIO, um artigo de opinião de um jovem socialista que evidencia a fase actual de delírio colectivo da oposição da Região. Nesse artigo, o jovem "falava de uma doutrina obsoleta na Região com a alternância governativa ocorrida em sete dos onze concelhos da Região".
Primeiro.
Aceito, mas não entendo o estado de graça em que se encontra a oposição da Região. É mais do que óbvio, e este argumento já foi repetido vezes sem conta pelo povo madeirense, que esta foi uma derrota não por mérito pela oposição mas contra o fenómeno jardinista. Contra a liderança musculada da mesma pessoa nos últimos 37 anos, contra um estilo de liderança que já foi eficiente mas agora está ultrapassado.
Segundo.
Parece tão óbvio, que até se estranha, que a oposição ainda não tenha percebido que, concordando que as últimas autárquicas representem de facto o fim do regime jardinista, não representem o fim do PSD.
Terceiro.
A oposição ainda não percebeu que, apesar da evidente vitória que obteve a 29 de Setembro passado foi, efectivamente, derrotada nos últimos 37 anos, já que esta vitória deita por terra o argumento das chapeladas, de que os mortos votavam, de que o transporte de eleitores influenciava a contagem dos votos, etc etc.
Quarto.
Os argumentos da moda, de que agora existirá uma política de proximidade demonstram a falta de lucidez destes já que esquecem quem o conseguiu, a bem ou a mal, fazê-lo nas últimas décadas.
Quinto.
Talvez a oposição, agora poder em muito lado, deva realmente pensar se venceu as eleições, ou foi o PSD que as perdeu.
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